Insatisfeita com seu corpo do pós-parto e autoestima baixa? 6 maneiras que a fisioterapia pélvica pode te ajudar
A maternidade é uma experiência intensa e transformadora, mas muitas mulheres se sentem insatisfeitas com o próprio corpo no pós-parto. As mudanças físicas e emocionais podem gerar desconforto, insegurança e até uma queda na autoestima. Se você está passando por isso, saiba que não está sozinha.
É natural sentir que seu corpo mudou – afinal, ele passou por um processo incrível para gerar uma nova vida. Mas, ao mesmo tempo, essa nova versão pode parecer estranha, diferente do que você conhecia. Muitas mulheres sentem a barriga flácida, percebem mudanças na musculatura, dores nas costas, dificuldades no assoalho pélvico e até mesmo impacto na vida sexual.
A fisioterapia pélvica pode ser uma grande aliada na recuperação do corpo no pós-parto. Ela ajuda a fortalecer o abdômen, reabilitar o assoalho pélvico, melhorar a postura, aliviar dores e até recuperar a firmeza corporal, permitindo que você se sinta mais segura e confortável na sua própria pele.
Mas tão importante quanto buscar soluções para essas mudanças é levar a sério os sentimentos de insatisfação. Ignorar ou minimizar o que você sente pode tornar esse momento ainda mais difícil. O autocuidado vai além da estética – trata-se de saúde, bem-estar e qualidade de vida.
Se você está se sentindo desconectada do seu corpo após a gestação, continue lendo para entender como a fisioterapia pélvica pode te ajudar a recuperar sua força e confiança.
Por que muitas mulheres se sentem insatisfeitas com o corpo no pós-parto?
A gestação e o parto são processos fisiológicos que geram grandes mudanças no corpo feminino. Algumas dessas alterações são esperadas e fazem parte da adaptação natural do organismo, mas nem sempre a recuperação acontece de forma rápida ou fácil.
Entre as queixas mais comuns no pós-parto, estão:
- Diástase abdominal: afastamento dos músculos retos do abdômen, gerando flacidez e falta de firmeza na barriga.
- Fraqueza muscular: principalmente no abdômen e no assoalho pélvico, afetando a sustentação do corpo.
- Mudanças posturais: dores nas costas, desalinhamento pélvico e sobrecarga na coluna.
- Incontinência urinária: escape de urina ao tossir, rir ou realizar esforços.
- Dor durante a relação sexual: devido à cicatrização perineal, tensão excessiva ou ressecamento vaginal.
- Alterações hormonais: que influenciam o humor, a disposição e até a percepção corporal.
Essas mudanças afetam não apenas o corpo, mas também o emocional. A pressão social para “voltar ao corpo de antes”, aliada ao cansaço e à rotina intensa com o bebê, pode agravar a sensação de insatisfação.
O que muitas mulheres não sabem é que há formas de tratar essas alterações. O corpo precisa de tempo para se reorganizar e se recuperar, mas existem recursos que ajudam nesse processo – e a fisioterapia pélvica é um dos mais eficazes.
6 maneiras que a fisioterapia pélvica pode ajudar na recuperação pós-parto
1. Fortalecimento e reabilitação do abdômen
A diástase abdominal é uma das principais queixas do pós-parto. Esse afastamento dos músculos do abdômen pode gerar flacidez, fraqueza, dores na lombar e dificuldade para recuperar o contorno da barriga.
A fisioterapia pélvica utiliza técnicas específicas para reativar os músculos profundos do abdômen, promovendo um fechamento gradual da diástase. Além disso, melhora a postura, reduz a sobrecarga na coluna e ajuda a recuperar a sustentação da parede abdominal.
O fortalecimento do core também faz diferença na forma como a mulher se sente em relação ao próprio corpo. Sentir-se forte e perceber a evolução da musculatura pode impactar diretamente a autoestima.
2. Recuperação do assoalho pélvico e controle da incontinência
Se você sente que perdeu o controle sobre sua bexiga após o parto, saiba que isso não é normal, mas é tratável. A incontinência urinária pós-parto é comum, mas não deve ser ignorada.
O enfraquecimento do assoalho pélvico pode causar escapes de urina, sensação de peso na região íntima e até dificuldades na relação sexual. A fisioterapia pélvica ensina a reativar e fortalecer essa musculatura, devolvendo o controle sobre a bexiga e proporcionando mais segurança no dia a dia.
3. Melhora da postura e alívio de dores
O peso da gestação, a amamentação e a sobrecarga física do pós-parto podem causar dores na lombar, no pescoço e nos ombros.
A fisioterapia pélvica trabalha com exercícios que ajudam a alinhar o corpo, fortalecer a musculatura de sustentação e aliviar dores. Uma postura mais equilibrada reduz o cansaço e melhora a disposição para as atividades diárias.
4. Redução da flacidez e melhora da firmeza corporal
A sensação de flacidez pode ser um grande incômodo no pós-parto. Mas é possível recuperar a firmeza muscular com os estímulos corretos.
A fisioterapia pélvica promove a tonificação da musculatura abdominal e perineal, ajudando a redefinir o contorno corporal e trazendo mais segurança e bem-estar com o próprio corpo.
5. Recuperação da vida sexual sem dor e com mais prazer
Muitas mulheres percebem mudanças na vida sexual após o parto. O ressecamento vaginal, o medo da dor e a sensação de enfraquecimento da região íntima podem interferir no prazer.
A fisioterapia pélvica oferece recursos como:
- Massagem perineal para melhorar a elasticidade dos tecidos.
- Exercícios de relaxamento muscular para reduzir tensão excessiva.
- Treinamento da musculatura íntima para aumentar a consciência e o controle sobre os movimentos.
Essas técnicas ajudam a restaurar a funcionalidade do assoalho pélvico, tornando as relações mais confortáveis e prazerosas.
6. Conexão com seu corpo e resgate da autoestima
A maternidade pode gerar uma desconexão entre a mulher e o próprio corpo. O excesso de demandas, a exaustão e as mudanças físicas fazem com que muitas mães sintam que perderam a relação com quem eram antes da gestação.
A fisioterapia pélvica auxilia nesse processo, ajudando a mulher a se reconectar consigo mesma. Cada pequeno avanço – sentir-se mais forte, perceber a melhora na postura, notar a firmeza do abdômen voltando – contribui para recuperar a confiança.
A jornada de recuperação exige tempo e paciência. Permitir-se aguardar, acolher-se e admirar-se faz parte desse processo. O corpo passou por uma transformação incrível e merece ser respeitado. Ele não precisa “voltar ao normal”, mas sim encontrar um novo equilíbrio, uma nova força.
Recuperar-se no pós-parto não é só uma questão estética – é sobre sentir-se bem na própria pele. Se acolher e reconhecer seu próprio tempo é o primeiro passo para resgatar sua autoestima.